Mas arrisquei, respirei fundo e pensei no tamanho da minha admiração pela luta e bravura desse povo. O resultado foi um segundo lugar com pontuação coladinha no primeiro colocado. Abaixo, a poesia vencedora, e, em seguida, os prêmios que chegaram pelo correio.
Povo Santo
Não
há quem venha ao mundo, quem nasça
Que
veja no outro a diferença
Que
despreze, separe, segregue
Um
nobre irmão por sua raça
Que
pai Omolú nos proteja
Que
nos abrace em compaixão
Que
toda sua terra se curve
Sob
o manto forte da união
E
giro em celebração, no colo de Nanã encontro meu lugar
Cor
da alma, a noite que me abraça
Com
um turbante na cabeça
E
o grito – Salubá!
Proteja
egun desse povo santo
Proteja
Iya natureza da guerra
Acolha
sob seu manto
O
povo santo da terra
As
vozes que se unem
Num
canto de adoração
Em
sorrisos, em xirê
Da
força da raça e do coração
Iyalorixá
que nos abraça
No
canto forte de Iansã
Que
nos traga idunnu
Que
nos salve o amanhã
Axé,
Iya! Axé povo santo!
Da
força, da garra, do canto
Das
correntes rompidas
Das
senzalas vencidas!
Não
mais escravos, filhos de Ogum!
Guerreiros
por natureza, fortes pela sobrevivência
Sonhadores
implacáveis
Herdeiros
da terra, da força, da benevolência
Vozes
da África que ecoam
Na
branca história das guerras
Preto
bravo e valente
Que
não se entrega e não se rende
O
verdadeiro dono dessa terra
No
suor do seu passado
Construiu
a casa grande
Celebra
o Olodê
Por
Omolú abençoado!
Obá
de ébano e pompa
Curvada
a ti reconheço
Teu
grito de liberdade
Tua
luta por um recomeço
Bendito
seja o povo santo!
Benditos
herdeiros africanos!
Que
sua luta por dignidade
Nos
inspire a sermos mais humanos!
Axé,
Iya Nanã, teu povo me acolhe
Família
de alma é a gente que escolhe.
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