sábado, 6 de fevereiro de 2016

Devaneios

                Vamos juntando as migalhas de tudo aquilo que nos restou para que um dia possamos dizer que pelo menos tentamos. Tentamos como loucos alcançar o céu, que sequer parecia assim tão distante, mas era.

                Fomos enganados por sonhos e planos que sequer fizemos.

                Dois errantes.

                Nessa estrada que a vida conduz, somos dois corredores de esporte nenhum. Dois atletas fora de forma, dois artistas sem talentos, empreendedores sem ideias. Mas ainda vamos de mãos dadas sem sequer saber para onde ir.

                E que caminhos são esses que se mostram tão cheios de buracos?

                Tem uns que chamam de vida, eu chamo de passagem, por onde enfrentarei meus fantasmas sem deixar de pensar em você nem por um minuto, porque todo mundo precisa de uma cura às suas dores.

                Já nem espero um beijo seu porque nada mundano combina como esse amor sublime que mantemos um pelo outro à distância.

                Fique no seu refúgio seguro que eu seguirei dançando na chuva, para que meus sonhos possam escorrer pelo corpo sem medo nem culpa. Recolho meus restos quando a água secar.


                Até lá me despeço com um beijo de longe, acenando de mansinho para quem saber um dia ser digna do seu amor.


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