Vamos
juntando as migalhas de tudo aquilo que nos restou para que um dia possamos
dizer que pelo menos tentamos. Tentamos como loucos alcançar o céu, que sequer
parecia assim tão distante, mas era.
Fomos
enganados por sonhos e planos que sequer fizemos.
Dois
errantes.
Nessa
estrada que a vida conduz, somos dois corredores de esporte nenhum. Dois
atletas fora de forma, dois artistas sem talentos, empreendedores sem ideias.
Mas ainda vamos de mãos dadas sem sequer saber para onde ir.
E que
caminhos são esses que se mostram tão cheios de buracos?
Tem uns
que chamam de vida, eu chamo de passagem, por onde enfrentarei meus fantasmas
sem deixar de pensar em você nem por um minuto, porque todo mundo precisa de
uma cura às suas dores.
Já nem
espero um beijo seu porque nada mundano combina como esse amor sublime que
mantemos um pelo outro à distância.
Fique
no seu refúgio seguro que eu seguirei dançando na chuva, para que meus sonhos
possam escorrer pelo corpo sem medo nem culpa. Recolho meus restos quando a
água secar.
Até lá
me despeço com um beijo de longe, acenando de mansinho para quem saber um dia
ser digna do seu amor.

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