Éramos
pilhas e pilhas de amores incompreendidos, impossíveis, inconvenientes. Éramos
o que o mundo não queria ver. Éramos simplesmente amantes sob o luar sem juras
de amor porque juras são nada perto de beijos, abraços e atos.
Não
tínhamos certeza, tínhamos fé. Não em coisas invisíveis, mas em nós mesmos.
Lutávamos tanto e com tanta força que jamais nos foi dúvida que duraríamos até
o próximo amanhecer. Querendo o mundo ou não.
E o
mundo nunca quis.
Éramos
pilhas e pilhas.
E
túmulos.

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