quarta-feira, 10 de junho de 2015

Noite de gala

Tá, não foi de gala, eu inclusive estava um bagaço na hora já, tinha saído de manhã pra trabalhar, de tarde para um evento extremamente relevante do qual saí voando pra entrega dos prêmios. Mas como diria Jack, vamos em partes.

Logo de manhã, no escritório, fui surpreendida pelas minhas adoradas Carmen, Flávia e Jéssica com um buquê de flores de tirar o fôlego, coisa linda mesmo, mas ok, a foto descreve melhor.


 À tarde participei de um evento contra o racismo – aquele que propagandeei esses dias na page – e que foi realmente sensacional (um abração pro Felipe, que me convidou, foi uma honra, colega!).

Deste evento, fui correndo pra Casa de Cultura, onde aconteceria a entrega dos prêmios. No meio do caminho a tensão e o cansaço cobraram seu preço; correndo morro acima meu joelho falhou duas vezes e eu quase fui pra entrega sem os dentes da frente. Mas ainda bem que o que eu não tenho de equilíbrio, tenho de experiência pra conseguir não cair de boca.

Fui a primeira a chegar, e, pra minha felicidade, o segundo foi o Abner, meu amigão querido (e com quem não bati nenhuma foto, como assim???) que foi lá todo dodói pra não perder esse momento.

Em seguida chegaram duas das pessoas mais incríveis que conheci na vida, Alcione e sua filha Renata, com uma orquídea de tirar o fôlego e uma latinha de Coca (YAYYYYYY!!!!). Meus pais chegaram logo depois, e, por fim, minha madrinha.



A cerimônia em si foi rápida, bizarro mesmo foi o fotógrafo oficial do evento desaparecendo exatamente na minha vez – aliás, nas minhas, porque né, foram duas. Mas ok, eu já sabia que eu não ia sair no jornal. O importante é que tanto a Renata quanto o Abner estavam apostos e não deixaram os momentos passarem sem muitos registros!









Por fim, claro, a foto coletiva. Além de ser a única com dois prêmios, eu também sou a mais larga e a mais baixa da foto – é muito amor pela exclusividade, né?


E como não poderia deixar de ser, foto com os prêmios e a galera que lá estava me prestigiando (Abner, um crime não ter uma foto contigo aqui!).




E agora minha casa, além de dois novos prêmios, também tem um jardim.


Do evento, corri pra aula, porque claro, sou uma excelente aluna. Minha surpresa foi ser recebida com aplausos pela turma toda no instante que entrei na sala. A escrita é um exercício muito solitário, mesmo que as pessoas nos contem o que acharam do livro depois, a gente não capta o sentimento na hora, as reações, etc, como um músico que vê a plateia cantando seu hit. Essas reações é que são o termômetro de que estamos acertando, e faz muito bem pra alma.

Obrigada de coração a todos que fazem parte dessa conquista. É muita gente pra citar, mas teve gente que REALMENTE fez diferença. Um beijo carinhoso à minha irmã, que não pode estar presente porque a gravidez a deixa exausta no final do dia, e eu sou plenamente capaz de compreender, e outro ao meu melhor amigo, que também não estava porque ele mora a apenas 700km de distância, mas que foi diretamente responsável pelo amadurecimento da minha literatura.

Obrigada, querido, por jamais “passar a mão da minha cabeça”, sendo sempre honesto em suas considerações, talvez, sem elas, eu estaria presa a uma escrita primária até hoje. Você me desafiou, e eu jamais serei capaz de agradecer o bastante.


Aos demais amigos, leitores e entusiastas, vocês são meu combustível. É pra vocês que eu escrevo. MUITO OBRIGADA.

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