Tá, não foi de gala, eu inclusive estava um bagaço na hora
já, tinha saído de manhã pra trabalhar, de tarde para um evento extremamente
relevante do qual saí voando pra entrega dos prêmios. Mas como diria Jack,
vamos em partes.
Logo de manhã, no escritório, fui surpreendida pelas minhas
adoradas Carmen, Flávia e Jéssica com um buquê de flores de tirar o fôlego,
coisa linda mesmo, mas ok, a foto descreve melhor.
Deste evento, fui correndo pra Casa de Cultura, onde aconteceria
a entrega dos prêmios. No meio do caminho a tensão e o cansaço cobraram seu
preço; correndo morro acima meu joelho falhou duas vezes e eu quase fui pra
entrega sem os dentes da frente. Mas ainda bem que o que eu não tenho de
equilíbrio, tenho de experiência pra conseguir não cair de boca.
Fui a primeira a chegar, e, pra minha felicidade, o segundo
foi o Abner, meu amigão querido (e com quem não bati nenhuma foto, como
assim???) que foi lá todo dodói pra não perder esse momento.
Em seguida chegaram duas das pessoas mais incríveis que
conheci na vida, Alcione e sua filha Renata, com uma orquídea de tirar o fôlego
e uma latinha de Coca (YAYYYYYY!!!!). Meus pais chegaram logo depois, e, por
fim, minha madrinha.
A cerimônia em si foi rápida, bizarro mesmo foi o fotógrafo
oficial do evento desaparecendo exatamente na minha vez – aliás, nas minhas,
porque né, foram duas. Mas ok, eu já sabia que eu não ia sair no jornal. O
importante é que tanto a Renata quanto o Abner estavam apostos e não deixaram
os momentos passarem sem muitos registros!
Por fim, claro, a foto coletiva. Além de ser a única com
dois prêmios, eu também sou a mais larga e a mais baixa da foto – é muito amor
pela exclusividade, né?
E como não poderia deixar de ser, foto com os prêmios e a
galera que lá estava me prestigiando (Abner, um crime não ter uma foto contigo
aqui!).
E agora minha casa, além de dois novos prêmios, também tem
um jardim.
Do evento, corri pra aula, porque claro, sou uma excelente
aluna. Minha surpresa foi ser recebida com aplausos pela turma toda no instante
que entrei na sala. A escrita é um exercício muito solitário, mesmo que as
pessoas nos contem o que acharam do livro depois, a gente não capta o
sentimento na hora, as reações, etc, como um músico que vê a plateia cantando
seu hit. Essas reações é que são o termômetro de que estamos acertando, e faz
muito bem pra alma.
Obrigada de coração a todos que fazem parte dessa conquista.
É muita gente pra citar, mas teve gente que REALMENTE fez diferença. Um beijo
carinhoso à minha irmã, que não pode estar presente porque a gravidez a deixa
exausta no final do dia, e eu sou plenamente capaz de compreender, e outro ao
meu melhor amigo, que também não estava porque ele mora a apenas 700km de
distância, mas que foi diretamente responsável pelo amadurecimento da minha
literatura.
Obrigada, querido, por jamais “passar a mão da minha cabeça”,
sendo sempre honesto em suas considerações, talvez, sem elas, eu estaria presa
a uma escrita primária até hoje. Você me desafiou, e eu jamais serei capaz de
agradecer o bastante.
Aos demais amigos, leitores e entusiastas, vocês são meu
combustível. É pra vocês que eu escrevo. MUITO OBRIGADA.










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