Emocionar.
Adotei essa como minha missão de vida desde muito cedo. Eu não podia prever que
um dia uma personagem minha me levaria às lágrimas. Leandra me levou.
Não sou
de chorar com minha própria criação, mas Leandra, sem dúvida a personagem mais
complexa que eu já criei, me fez chorar mais de uma vez. Leandra é uma mulher
indescritível, de uma força ímpar apesar a vida tê-la levado à ruína. Leandra
queria ter sido alguma das mulheres que me foram fonte de inspiração.
Amo
Leandra com todas as minhas forças, como a mulher que, embora eu a tenha
criado, me amadureceu e me ensinou muito. E fui novamente às lágrimas quando
vi, pela primeira vez, uma imagem física sua.
A
ilustração feita pelo talentosíssimo Adan Marini, foi inspirada em um desenho
meu (e a prova máxima de que meu lugar é na escrita), mas mesmo que eu tivesse
sua imagem em minha mente, de seu nascimento ao seu pós-morte, vê-la ali,
estampada na capa, me arrancou mais lágrima.
Leandra
é absolutamente linda. Sua cor, seu cabelo, seus lábios grossos, seus traços
afro, seu turbante. Leandra é absolutamente linda.
Se eu já
tinha orgulho da obra que Leandra me permitiu escrever, vê-la colocou tudo em
uma dimensão ainda maior. Contei sua história, em sua voz, com o seu jeitinho,
e eu serei grata a ela, personagem que se inventou em minha cabeça, pelo resto
da minha vida.
Conheçam
a capa de Histórias de Minha Morte. Conheçam Leandra.

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