sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Ah, meu amor!

Eu cruzei mais do que oceanos para te encontrar. Eu cruzei vidas.

Das lágrimas que te fiz derramar no passado, transformei nos metros que me propus a atravessar entre dimensões para poder enfim estar ao teu lado. Eu enfrentaria o mundo outra vez pela chance de ver, mesmo que de longe, teus lábios no formato de um sorriso.

Ah, meu amor...

Dos séculos que cruzamos entre olhares, beijos e desencontros, sinto-me como parte de ti como se jamais houvesse o destino nos separado. Nada mais puro do que um amor que se propõe eterno dentro do que a própria eternidade nos permite.

Ah, meu amor...

Intactos ficarão meus desejos de te amar e de estar ao teu lado mesmo que a própria vida encontre seu fim, para que então possamos ser um só como nem as vidas e mortes foram capazes de tirar de nós, porque duas metades cedo ou tarde se encontram.

Então, meu amor...

Perdoo tua insolência de recusar meus braços, meu corpo e minha alma enquanto ainda não tens condições de me perdoar pelas dores que te causei acreditando ser o melhor pra ti, porque nem nessa, nem em outras existências eu seria capaz de ter ferir se a minha humanidade não tivesse sido suficientemente tola para permitir tua dor.

Já nem me importam mais quantas existências teremos a compartilhar, te amarei em todas elas com a mesma força com que te amo a cada amanhecer, a cada vez que teu sorriso me toma a mente e eu me lembro que o destino mais uma vez nos colocou no caminho um do outro.

Nada pode separar o que foi feito para ser eterno.


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