E se fosse para eu morrer de amor, me jogaria em teus braços
e de lá não mais sairia. E se fosse para conter a dor, mais ninguém eu amaria.
Mas e se morrer de amor é a vida que finda, que amor seria esse a me arrancar
meus dias ainda vindouros?
Amores reais não deixam marcas, deixam carícias no coração,
porque marcas são cicatrizes, e cicatrizes são feridas outrora abertas.
Não há amor capaz de ferir de tal forma. Se feriu, não era
amor.
Um amor que se perde nas dores não merece o nome que tem.

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