sábado, 20 de agosto de 2016

Da porta

E hoje eu fecho a porta sem olhar pra trás
Porque no fundo, já não há mais ninguém
Os anos revelam que não fui capaz
Mas sei que você não foi também
Alimentamos o que não tinha como durar
Pelo teu jeito arrogante e a minha insegurança
Não há como fazer continuar
Uma história que nasce sem esperança
Fecho a porta sem olhar pra trás
Porque os sonhos que morrem não podem voltar
Há muito que o amor já não existia
Há muito nossos sorrisos amarelos queriam quebrar
Eu sabia que mentia quando dizia que em amava
Fingia com força que ainda acreditava
No fundo, meu bem, sempre soube
Que do teu coração nunca houve
A sinceridade do amor que juravas sentir
Tornou-se tão simples assim me mentir?
Esses são os últimos versos para você
Viro de costas à porta e sigo a vida
Sem perdas, nem ganhos, não me sinto perdida

E fico feliz por não te mandar se... esconder


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