Quero
encontrar aquele amor verdadeiro que arrepie os cabelinhos da nuca, que cada
palavra tenha todo um outro significado que nenhum dicionário carrega. Quero aquele
amor que não se importa com meus palavrões e ri das minhas piadas sem graça,
mas principalmente quero aquele amor com um ombro acolhedor para quando eu
precisar chorar.
Não me
adianta o amor de like de facebook, não me resolve o amor “você são o par
perfeito” quando entre quatro paredes ele me faz eu me sentir minúscula. Não me
agrada um amor que me use de muleta mas não me apoie quando eu não aguentar o
peso e cair. Ele precisa ser muito mais do que um sorriso de propaganda de
creme dental; ele tem que ser o riso que só eu conheço.
Me
interessam os amores que caibam no peito, e não aqueles que, de tão pequenos,
escorregam pelos poros. Amores que escapam entre os dedos são como sabonetes
que se gastam e gastam e então acabam. Eu preciso do tijolo resistente a
furacões.
Procuro
um amor que não me complete, porque eu não nasci pela metade; eu procuro um
amor que seja o extra, o plus, o anexo perfeito, o meu puxadinho onde guardo
tudo o que tenho de mais precioso. Não me servem amores que se julgam parte de
mim, de células meu corpo está cheio, o que eu preciso é de um que saiba que eu
sou inteira e nós dois seremos dois, unidos, mas dois, porque cada um precisa
do seu espaço.
Eu
quero aquele amor que me reconhece humana, que sabe que terei dias ruins e
serei grossa, e que me perdoará por isso como eu o perdoarei se irritado falar
mal do meu livro favorito. Mas um amor que jamais me transformará em saco de
pancada pra descontar suas frustrações. Eu preciso de um amor que me veja como
igual, e não como posse. Um amor que não use ciúme de desculpa pra me
aprisionar nem um dia ruim de explicação pra me deixar com medo.
Procuro
um amor que não me proteja dos males, mas que os combata ao meu lado, porque
sempre fui guerreira e nada no mundo me transforma na princesa vulnerável na
torre do castelo. Um amor que também me permita lutar ao seu lado porque me
entende aliada, e não um cálice de cristal.
Busco
um amor que sangre, que chore, que sinta dor. Procuro um amor que ria, que fale
bobagem e tenha papo pra virar noites e noites. Procuro um amor que não me
rotule, não me regule, não me controle. Procuro um amor que procura um amor, e
não um objeto.
Não sei
onde ou sequer se vou te encontrar, mas te espero humano, capaz de sentir,
capaz de se colocar no lugar dos outros.
Capaz
de me amar apesar de tudo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário